Eu não faço ideia do que estou fazendo aqui. Cálculos e números? É, esses certamente são bons motivos. Fora isso? Não faço ideia.
Eu só queria expandir o meu mundo, sabe? Não quero mais ficar aqui. Olha, eu até gosto de engenharia genética, acho interessante como o petróleo funciona e sou curiosa quando estudo juntas de dilatação. Mas esse não é o meu lugar.
Como se eu fosse um peixinho fora d'água, me ensinam a fazer cálculos, "entender" fórmulas, resolver contas, deduzir questões contextualizadas. Contextualizadas aonde?
Não são poucas as vezes que suspiro, cansada, querendo voar. Eu não quero mais ficar fazendo só conta e me preocupando só com seus números frios que não dizem absolutamente nada sobre mim. Respeito os que vivem assim, mas, sinto muito, eu não.
Eu quero estar onde a vida acontece: quero estar nos cálculos de economia, de luta humana, de valores, de vidas, defendendo ideias, pessoas e sonhos, e não fórmulas prontas. Olha só, eu nem sei quais são a pronúncia e a grafia corretas de Bhaskara.
Mas eu sei que o meu sonho é maior do que esse simples quarteirão. Eu quero fazer mais. Eu posso fazer mais.
O que me lembra, por enquanto e mais uma vez a, b, c, d ou e... exercícios de dilatação.
Camila é cristã, teimosa, adora escrever, tem sérios problemas em controlar os vícios do café, assídua de ironias boazinhas e tem mania de falar de si mesma em terceira pessoa.
sexta-feira, 17 de junho de 2016
segunda-feira, 13 de junho de 2016
Chá ou café?
Não adianta, sou teimosa. Não sei fazer jogos, não sei ser mais ou menos, divisão, zero a zero. Se eu gostar de você, será de você, por você e você, só você. Eu sei que fiz teatro quando era mais nova, mas nesse caso não sei representar. Sou somente eu, e preciso que você seja somente você.
Não consigo conviver no morno - meu café é quente, meu chá é gelado. Se você me encantou de alguma maneira, eu vou te mostrar isso da maneira mais sincera e transparente que eu sei, sendo eu chá ou café. Mas eu preciso que você seja, como poetizou Leminski certa vez.
Por favor, não seja chá em temperatura ambiente, café a 24 graus Celsius. Não seja só um número, não seja indireta - por favor, me conte tudo. Não seja, salvo chá ou café, líquido, volátil, escasso, que escorre por entre os dedos.
Eu só sei ser coração. Sentimentos merecem plenitude. Eu sinto, e eu sinto muito. E se você não consegue ser quente ou frio nessa cafeteria, evapore, por favor.
Não consigo conviver no morno - meu café é quente, meu chá é gelado. Se você me encantou de alguma maneira, eu vou te mostrar isso da maneira mais sincera e transparente que eu sei, sendo eu chá ou café. Mas eu preciso que você seja, como poetizou Leminski certa vez.
Por favor, não seja chá em temperatura ambiente, café a 24 graus Celsius. Não seja só um número, não seja indireta - por favor, me conte tudo. Não seja, salvo chá ou café, líquido, volátil, escasso, que escorre por entre os dedos.
Eu só sei ser coração. Sentimentos merecem plenitude. Eu sinto, e eu sinto muito. E se você não consegue ser quente ou frio nessa cafeteria, evapore, por favor.
segunda-feira, 6 de junho de 2016
Nós?
Ambos somos desajustados, românticos enrustidos, silenciosos gritando em pensamento, sem tempo, com mais interrogações do que ponto e vírgula, exclamação e ponto final.
Talvez sejamos uma escola literária que ainda vai ser lida, escrita, estudada.
Por ora, mesmo sendo mistura, confusão, segredo, subentendido, eu quero ler, sem medo e sem razão, o que se esconde nesses olhos viajantes - e mais tarde (quem sabe?), no teu coração.
Talvez sejamos uma escola literária que ainda vai ser lida, escrita, estudada.
Por ora, mesmo sendo mistura, confusão, segredo, subentendido, eu quero ler, sem medo e sem razão, o que se esconde nesses olhos viajantes - e mais tarde (quem sabe?), no teu coração.
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