Eu nunca fui muito boa com números, como vou conseguir contar cada pedacinho do meu coração partido? Faltei algumas aulas de Biologia, não sei como se socorrem paradas de sorrisos; o que se faz numa embolia de esperança?
De repente ouço uma música tocar numa janela de um prédio ao lado. É Palavrantiga. - Bem antiga - sorrio. Essa eu conheço. Eu era mais nova quando ouvi essa canção. Eu também estava precisando. Como um socorrista pronto para me abraçar, lá estava ela para me socorrer. Lá estava Deus me socorrendo mais uma vez. Eu não preciso de mais uma canção de amor. Talvez eu não consiga contar parte por parte do meu órgão pulsante, mas conheço quem se preocupa em juntar cada caquinho no lugar. Conheço quem sabe onde eu estou, quem sabe quem sou. Ele me chama de filha. De princesa! Ah, de princesa... existe coisa mais linda do que isso? Não, não existe.
O vizinho não sabe de nada disso que escrevo, que sinto. (escrever é sentir) Talvez nunca saiba. Mas o meu Pai sabe. E ele sempre coloca a trilha sonora perfeita. Esse som de amor que é do tamanho do mundo, mas cabe dentro de um abraço. Tenho que agradecer a Ele todos os dias. Eu não mereço, mas Ele me ama. E eu amo o meu Pai.
3 de abril de 2015
Camila é cristã, teimosa, adora escrever, tem sérios problemas em controlar os vícios do café, assídua de ironias boazinhas e tem mania de falar de si mesma em terceira pessoa.
terça-feira, 16 de fevereiro de 2016
domingo, 14 de fevereiro de 2016
Pequena crônica do grande preço
Tudo virou mercadoria. Tudo virou cédula, preço, valor. Me pergunto onde estão as relações de verdade, os bons sorrisos, o bom e velho amor.
Hoje vi um senhor vendendo um cachorrinho de apenas um mês por 150 reais. Um mês. Calma aí, moço. O dinheiro é tão importante que não se pode esperar mais três ou quatro meses? Esse filhote teve o tempo mínimo para se aninhar no colo de sua mãe? Teve tempo de mamar e se nutrir como todo animalzinho precisa e merece?
Um bebê. Um bebê como eu fui, como você foi. A única diferença é que até hoje bebemos leite, até hoje temos nossa casa, nossa família. Mas até isso parece estar sendo esquecido.
O que mais falta virar investimento? O que mais falta virar mercadoria? Quase tudo tem um preço e uma etiqueta, mas o que mais me impressiona é que hoje em dia quase todos parecem estar dispostos a pagar.
7 de junho de 2015
Hoje vi um senhor vendendo um cachorrinho de apenas um mês por 150 reais. Um mês. Calma aí, moço. O dinheiro é tão importante que não se pode esperar mais três ou quatro meses? Esse filhote teve o tempo mínimo para se aninhar no colo de sua mãe? Teve tempo de mamar e se nutrir como todo animalzinho precisa e merece?
Um bebê. Um bebê como eu fui, como você foi. A única diferença é que até hoje bebemos leite, até hoje temos nossa casa, nossa família. Mas até isso parece estar sendo esquecido.
O que mais falta virar investimento? O que mais falta virar mercadoria? Quase tudo tem um preço e uma etiqueta, mas o que mais me impressiona é que hoje em dia quase todos parecem estar dispostos a pagar.
7 de junho de 2015
terça-feira, 9 de fevereiro de 2016
Fotografia
Comparando antigas fotografias com as recentes percebi que quase tudo muda. O tempo remenda, fecha, dobra e borra quase que completamente tudo.
O meu sorriso continua praticamente o mesmo, mas o meu olhar mudou. Em meu sorrir meus olhos ficaram maiores; porque eu quero enxergar o mundo com o meu sorriso, mas preciso aprender a vê-lo, por mais que eu proteste e me recuse a ver com outros olhos que não os do coração. Apesar do mundo, esses sempre serão os melhores.
Aprendi a não me esconder atrás da franja. Em dois anos aprendi a falar mais baixo, mais calmo e mais humilde. Meus pés já pisaram muito chão agora. Eu já tenho os famosos 18, mas todos os dias é como se eu acabasse de nascer. Meus olhos já viram tanto... já choraram, já sorriram, já dançaram... mas continuam abertos. Aprendi a não me reter em teorias e exclamações. Por mais que eu tenha certezas, hoje eu aceito a inconstância da interrogação.
Aprendi que amor não se pede, também não se mede nem sugere, ele é. E nós também podemos ser. Aprendi que não ter medo de altura é bom, que todo ônibus tem uma história diferente, que dançar sem saber dançar é incrível, que abraço é melhor que palavra, que sorvete de casquinha cura quase toda cara amarrada e que sorrir é de graça. Ainda bem.
26 de abril de 2015
terça-feira, 2 de fevereiro de 2016
Azul da cor do céu
Às vezes me flagro pensando em como será quando estivermos lá no céu. Ninguém sabe ao certo como vai ser. Aliás, ninguém sabe mesmo como vai ser! Fico maravilhada, sorrio feliz ao lembrar de que nem olhos viram, nem ouvidos ouviram o que Deus tem preparado pra aqueles que o amam... daí me lembro dos grandes cineastas e escritores. Tanto do que vi, ouvi e li nesse mundo é tão lindo... tantas cartas, tantas letras, tantas músicas... fecho os olhos e me recordo de, apesar de certa feiúra, quanta beleza já vi nesse mundo. E nada disso junto, multiplicado, equacionado ou somado... nada disso se compara ao que Ele tem guardado pra quem guarda e compartilha a linda verdade.
Eu não sei se no céu vamos nos lembrar uns dos outros, não sei se você vai lembrar de mim, mas gosto de pensar e de saber que ao menos uma coisa é certa; ao menos uma coisa eu sei: no céu vai ter amor. Amor amor amor. É lindo lembrar que Ele é amor. E no céu minha casa vai se chamar amor, vou caminhar no amor, vou viver no amor! É tão maior do que imaginamos. Foge a definições vagas.
Não vai ser tudo o que sempre sonhamos, porque os nossos sonhos são pequenos e silenciosos se comparados ao caminho, à verdade e à vida que vamos viver. Tudo é tão maior. E eu posso falar sobre isso mais sete mil vezes. Nada vai ser equivalente. E quer saber? Isso me faz sorrir. "Quando se trata de descrever o céu, somos todos felizes fracassados".
1 de março de 2015
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