Comparando antigas fotografias com as recentes percebi que quase tudo muda. O tempo remenda, fecha, dobra e borra quase que completamente tudo.
O meu sorriso continua praticamente o mesmo, mas o meu olhar mudou. Em meu sorrir meus olhos ficaram maiores; porque eu quero enxergar o mundo com o meu sorriso, mas preciso aprender a vê-lo, por mais que eu proteste e me recuse a ver com outros olhos que não os do coração. Apesar do mundo, esses sempre serão os melhores.
Aprendi a não me esconder atrás da franja. Em dois anos aprendi a falar mais baixo, mais calmo e mais humilde. Meus pés já pisaram muito chão agora. Eu já tenho os famosos 18, mas todos os dias é como se eu acabasse de nascer. Meus olhos já viram tanto... já choraram, já sorriram, já dançaram... mas continuam abertos. Aprendi a não me reter em teorias e exclamações. Por mais que eu tenha certezas, hoje eu aceito a inconstância da interrogação.
Aprendi que amor não se pede, também não se mede nem sugere, ele é. E nós também podemos ser. Aprendi que não ter medo de altura é bom, que todo ônibus tem uma história diferente, que dançar sem saber dançar é incrível, que abraço é melhor que palavra, que sorvete de casquinha cura quase toda cara amarrada e que sorrir é de graça. Ainda bem.
26 de abril de 2015
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