Não consigo explicar o quanto eu adoro ver um casal de velhinhos caminhando na rua. E quando é na mesma rua que eu, meu Deus... eu faço questão de parar um pouco todo o meu caminho, toda a minha rotina e o meu relógio só pra olhar um pouco mais.
Esse casal que vi hoje mais cedo foi especialmente singular. Ele parecia ser um pouco mais velho que ela, mas mesmo assim era ele quem carregava as sacolas com uma só mão... é que a outra estava ocupada entrelaçada na mão dela.
E de repente percebi que amor não tem idade.
Paciência, bondade, gentileza, doçura... ainda bem que o bonito é atemporal. Num mundo onde existe tanta gente arrastando suas sacolas por aí, olhando para o chão, eles caminhavam juntos. Amor que é amor resiste a peso, a tempo, a ruga, não tem preço.
Amor anda devagar como aquele casal, não tem pressa... buzinas, carros, pistas, semáforos... não importava. O sinal sempre estava verde para eles. Verde como a esperança do pra sempre. Eu não conseguia parar de sorrir. Perdi o meu ônibus, mas valeu a pena parar pra ver o amor passeando pela rua.
O amor é novo, é velhinho... o amor é lindo.
9 de fevereiro de 2015
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