Do lado de dentro, no lado de fora, conheço todos. Todos os dias vejo a senhora simpática do cabelo cacheado segurando uma bolsa de plástico - sempre séria, mas sorri quando eu sorrio pra ela.
Todos os dias a cobradora, sem graça e cheia de esperança, pergunta se a minha passagem tá trocada.
Vez ou outra encontro o seu Michel, ambulante, viajante, argentino alegre, apaixonado pelo Brasil.
Todos os dias passo por aquela ponte bonita, e todos os dias vejo os mesmos pescadores - vidas tão diferentes. Jogam as redes, puxam redes, ao mesmo tempo em que as crianças estão do outro lado brincando no rio.
Todos os dias vejo o cais, os pássaros, o vôo. Me imaginando voando junto com eles, todas as vezes.
No centro da cidade é uma beleza só! É tanta placa, tanta gente, tanto rosto, tanta cor, tanta palavra, tanta vida... é mais história naquela cidade do que as histórias que eu costumo contar.
Casas bonitas, prédios intrometidos. Pessoas apressadas, pessoas tristes, pessoas felizes. Pessoas. O povo todo reunido - ninguém se conhece, mas todos se olham.
Gosto de pensar que conheci todos eles um dia. Viajando.
Não desci no centro da cidade nesses dias todos, só uma vez ou outra. Meu destino é sempre mais pra lá. Mas indo e vindo, voltando, chegando, mesmo sem descer, eu conheço todos eles.
O caminho fica mais bonito quando sabemos por onde andar - e por onde olhar.
Vez ou outra encontro o seu Michel, ambulante, viajante, argentino alegre, apaixonado pelo Brasil.
Todos os dias passo por aquela ponte bonita, e todos os dias vejo os mesmos pescadores - vidas tão diferentes. Jogam as redes, puxam redes, ao mesmo tempo em que as crianças estão do outro lado brincando no rio.
Todos os dias vejo o cais, os pássaros, o vôo. Me imaginando voando junto com eles, todas as vezes.
No centro da cidade é uma beleza só! É tanta placa, tanta gente, tanto rosto, tanta cor, tanta palavra, tanta vida... é mais história naquela cidade do que as histórias que eu costumo contar.
Casas bonitas, prédios intrometidos. Pessoas apressadas, pessoas tristes, pessoas felizes. Pessoas. O povo todo reunido - ninguém se conhece, mas todos se olham.
Gosto de pensar que conheci todos eles um dia. Viajando.
Não desci no centro da cidade nesses dias todos, só uma vez ou outra. Meu destino é sempre mais pra lá. Mas indo e vindo, voltando, chegando, mesmo sem descer, eu conheço todos eles.
O caminho fica mais bonito quando sabemos por onde andar - e por onde olhar.
26 de abril de 2016
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