terça-feira, 15 de dezembro de 2015

A quinta-feira mais bonita

Hoje, como toda quinta-feira, eu volto pra casa à tarde depois do colégio, mas hoje foi diferente... no meio de tanta gente apressada, entre tanta correria, no meio de tantos relógios, buzinas, carros, caras fechadas, estresse e dor de cabeça... tinha uma senhora. Ela viu o que tanta gente, por ter tanta pressa, não conseguiu ver. Na rua tem vários cachorros... pessoas, cachorros, gatos, seres vivos que vivem à mercê de tanta correria... alheios a tanto egoísmo e a tanta velocidade. 
Num mundo onde todos olham mas ninguém vê, uma senhora os viu. Viu dois cachorrinhos na rua morrendo de fome e no meio de tanta gente apressada, carrancuda e cética... ela parou. Ela parou e veio com um saco cheio de ração e duas vasilhas pra aqueles animaizinhos que não têm culpa de onde nasceram, de como vivem e no meio em que existem... no meio do egoísmo e do egocentrismo, ela escolheu se ajoelhar e alimentar aqueles dois animais. 
Ela escolheu amar. E eu não pude deixar de sorrir. No meio de tanta gente séria, ela conseguiu ser sorriso. Ela conseguiu ser amor. Ela me fez reafirmar mais uma vez que as coisas simples sempre vão ser as mais bonitas... ela me fez ver mais uma vez que o amor existe, existiu e que sempre vai existir... mas o amor começa de dentro pra fora. Não o contrário. 
O amor é esquecer um pouquinho da palavra "eu" e começar a dizer "nós". O amor talvez esteja costurado nos dias mais bonitos, mas com certeza está bordado no cotidiano que esquecemos de ver... e essa é a beleza dele, não é?

18 de setembro de 2014

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