É que eu afasto as pessoas. O meu jeito krakatoa - ouvi isso na aula de geografia, o vulcão; nunca ouvi nada tão parecido comigo desde essa aula.
Eu sou assim, explodida. Não queria ser, mas eu sou. E de explosão em explosão, nem todas minhas, tudo se queimou. Se perdeu, foi embora, derreteu.
Eu só queria um lugar onde nada entrasse em erupção - onde eu pudesse deitar sossegada e olhar para as estrelas, que, olhem só, explodiram a tantos anos. Essas explosões até que são bonitas.
Como as estrelas, mesmo de longe, eu queria ver beleza em minha explosão. Queria aprender a explodir amor - e que ela fosse tamanha que alcançasse a todos. Até o céu.
Pensando bem, até mesmo sem vulcanismo, eu queria poder abraçar a minha mãe e pedir desculpas por todas as vezes que explodi errado - você sabe, vez ou outra isso vem do nada. Mas apesar de, é assim: tamanho é o amor que transborda na família.
Estou aprendendo a ser vulcão. Por mais que a lava venha e acabe com tudo o que estava ali, o que vem depois é lindo. Quer dizer, você já viu um solo depois de um agente como o vulcanismo? É sem igual.
Espero que um dia eu saiba explodir só em coisas boas.
Dezoito anos é a idade de explodir gritaria e espinhas, mas eu posso tentar.
Ainda tem muito relevo para modelar - e caminhar.
Camila é cristã, teimosa, adora escrever, tem sérios problemas em controlar os vícios do café, assídua de ironias boazinhas e tem mania de falar de si mesma em terceira pessoa.
domingo, 13 de dezembro de 2015
Krakatoa
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário