sábado, 7 de novembro de 2015

Do velho dia de janeiro

Eu sinto sua falta quase todos os dias. Sinto mais ainda em saber que talvez nós nunca ficaremos juntos. Teus lábios continuam aqui de alguma maneira, em minhas células de memória, em todas as minhas lembranças. 
Sei que Deus nos escreveu em alguma parte desse livro confuso, em algum parágrafo, em algo dito, não dito ou sentido. Sei que algum dia irei ver novamente teus olhos cor de jabuticaba, daquelas que você colheu em sua outra viagem a São Paulo, a sorrir para mim. Olhos de sorrir coração.
Sei que os anos passam, passaram, passarão, passarinho? Passou. Mas você ficou. Você dentro dos velhos livros, das entradas dos cinemas, das saídas e das vindas. Você dentro do adeus que eu nunca soube dar. Você em mim, poesia para sempre. 
O poema que eu nunca vou ler, mas que sempre vou lembrar.

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