sábado, 7 de novembro de 2015

Minha pequena nebulosa

Quem me conhece sabe bem: eu sou um ímã para desastres! Tropeços e escorregadas e quedas e topadas. Não vivo voando mas vivo caindo por aí! É difícil me ver sem uma manchinha roxa no joelho ou nos braços. 
E essa semana não foi diferente: caí de novo! Dessa vez doeu muito. Ganhei uma nova manchinha roxa. Ficou "em alto relevo" como diz a minha irmã mais nova.
Mas pensando bem, foi sim diferente. Hoje me peguei olhando esse pequeno hematoma e do nada comecei a sorrir. Ele parece uma pequena galáxia. Ou um planeta. Uma nebulosa. Isso! Uma nebulosa.
Agora não preciso mais ficar implorando por um telescópio, tenho uma nebulosa bem aqui na minha perna!
Na hora dói, é ruim, e até irrita. Você reclama, se culpa e fica se perguntando o porquê de ser tão desastrado. Mas o que seria da minha nebulosa se não houvessem os meus desastres?
Lembrei das manhãs e das noites. Sabe, eu amo o céu azul lisinho. Sem nuvens. Mas o que seria dos que amam sem as estrelas para ouvirem?
Parei de pensar tanto no sol que às vezes parece se pôr tão rápido e comecei a olhar para as estrelas. É escuro, mas elas estão brilhando.
Talvez seja esse o mistério das nossas nebulosas. Eu posso vê-las como simples hematomas que vão me lembrar do quanto eu sou estabanada, ou... eu posso inventar minha própria constelação no meu espaço estelar.
As estrelas brilham até quando caímos.

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